Editorial
A Constituição da República, com a obrigatoriedade da investidura em cargo e emprego público ser realizada por meio concurso público, produziu inúmeras transformações na sociedade, com destaque: a melhoria no serviço público, o aumento da demanda e o progresso do ramo empresarial especializado (instituições organizadoras, cursos preparatórios, meios de comunicação e editoras).
O serviço público apresenta, sem dúvida alguma, sérios problemas, contudo, a melhoria é notória. O atual corpo de servidores é muito melhor do que o do passado. A polícia federal, receita federal, tribunais e Ministério Público são alguns dos exemplos. Vários fatores contribuíram, entre eles, o concurso público.
O critério passado (quem indica) era nocivo para o sistema administrativo, gerando um corpo de servidores despreparados e, facilmente, corrompidos. Evidencia-se que o concurso diminui a corrupção, visto que um aprovado raramente se “venderá” por pouco. Uma constatação é evidente, os piores órgãos são aqueles que não realizam concursos.
Evidencia-se que um processo seletivo qualificado gera a melhoria técnica do quadro funcional.
A procura pelo concurso aumentou, consideravelmente, nos últimos tempos. Comumente, fala-se no desemprego e na estabilidade, como únicos fatores. Ora, estes, talvez, sejam os principais, mas não os únicos. Vejamos. A remuneração, no serviço público, não é baixa, a iniciativa privada, em média, remunera muito mal, principalmente, se considerarmos as qualificações exigidas.
Destarte, o acesso ao cargo e emprego público é democrático, não são exigidos “aparência”, “perfil” e “dinamismo” - critérios duvidosos do setor privado. Exige-se aprovação em um certame. Ora, muito mais justo.
O crescimento do meio empresarial é evidente. Os cursos preparatórios passaram de “cursinhos” a instituições. A melhoria das instalações, do material didático, dos corpos de funcionários e docente é evidente. O curso, que não age como empresa, naufraga. O candidato exige qualidade.
Outro seguimento é o meio de comunicação especializado. A Folha Dirigida e o Correioweb realizam serviços relevantes aos candidatos e profissionais do setor.
E, por fim, as editoras. O mercado editorial especializou-se, surgiram empresas dignas de respeito, com destaque as editoras Campus, Ferreira e Vestcon, ocorreu o fim do estudo por meio de fotocópias “vagabundas”, o aprendizado realiza-se através de livro, com excelentes forma e conteúdo.
Dedico as últimas linhas deste artigo, aos candidatos. Como demonstrativo, tem-se o fim da era amadora no concurso público. Deste modo, sugiro aos alunos um cuidado na preparação. Procure cursos qualificados jurídica e tecnicamente, em melhores palavras, evitem aqueles sem registro ou qualquer espécie de qualificação. Adquire materiais de editoras qualificadas. Lembre: você é a razão principal da especialização do segmento.
Qualquer dúvida, procure a ANPAC.
Prof. Carlos Eduardo Guerra de Moraes
Presidente da Associação Nacional
de Proteção e Apoio aos Concursos – Anpac
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Prof. Carlos Eduardo Guerra de Moraes
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Conselho Consultivo:
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